sábado, 2 de outubro de 2010

Uma variável



Los Hermanos
     Eu gosto de filmes, bons filmes, pra mim. A crítica pode cair de elogios, se não prender a minha atenção ou não me tocar, pra mim não é bom. Gosto de música. Se eu estiver com vontade de balançar na rede ouvindo Djavan ou Luiza Possi, aquela música será boa pra mim naquele  Posso ir ao show de Exaltasamba, ouvir Paramore no caminho para a faculdade, assistir ao DVD da Ana Carolina, dançar aviões do forró, chorar com Adriana Calcanhoto ou dormir ao som de Caetano. Música tem que ter significado, sentimento, e as vezes lembrança. Cada uma adequada a um momento, segundo a minha vontade.


Luiza Possi

    Amo e sinto falta de dançar forró, do rosto colado e do "ralabucho"; sambo inconscientemente com o som do cavaco, e começo a mexer instantaneamente com a batida do funk. Dançaria gafieira, tango, zouk, e tudo mais, se soubesse. Desenho ouvindo música, leio tomando sol, assisto seriado no computador, escrevo dentro do ônibus, converso na bancada da cozinha.


     Não sou eclética por clichê, mas por que é realmente difícil definir um gosto engessado para mim. Confesso também que prefiro assim. Coisas novas surgem todos os dias e ficar preso a um estilo ou hábito é perda de tempo. Não acho que vou desfrutar mais ou melhor de algo se me dedicar unica e exclusivamente a ela. Essa intensidade se dá a medida que você se identifica com tal atividade. A diversidade é tão mais rica para se prender a exclusividades. Chato e previsível é ser invariável e inflexível. Prefiro ficar no ecletismo.


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